quinta-feira, 7 de abril de 2011

About Uma Viagem Exótica - Parte 2

Church of St. Dmitry on the Blood in Uglich, Russia
Church of St. Dmitry on the Blood in Uglich, Russia

O que se vê acima é a igreja de S. Dimitri no Sangue, em Uglich, a primeira cidade a ser conhecida no passeio descrito no post About Uma Viagem Exótica,  cidade em que se situava o Kremlin, originalmente, com inúmeras igrejas do século XVII, parque e feira de artesanato.
Na manhã seguinte, estaremos em Yaroslav, fundada no século XI pelo grão príncipe Yaroslav, o Sábio. Ao que tudo indica é uma cidade relativamente grande e serviu de refúgio para inúmeros nobres russos e suas famílias, quando fugiram de Moscou em
chamas por ocasião da invasão napoleônica.Picture Russia Yaroslav 2006-07 9 - Tour Yaroslav
Picture Russia Yaroslav 2006-07 94 - Center Yaroslav
Em seguida o navio fará uma parada em Goritsy, vilarejo tipicamente russo, com visita ao mosteiro de São Cirilo do Lago Branco.



A ilha de Khizi, antigo local de rituais pagãos, é hoje o maior conjunto de madeira do mundo, protegido pela Unesco. A principal atração são as Igrejas da Transfiguração e da Intercessão, com cúpulas de madeira montadas sem o uso de pregos. Pelas fotos, uma maravilha. Parecem maxicebolas.

E por fim, antes de São Petersburgo, iremos a Mandrogui, local também com casas de madeira - Izbas, muito artesanato, onde se fazem as famosas matrioshkas e o Museu da Vodka, para quem gosta. Olhem só as fotos das embarcações que fazem esses passeios.

 

 
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

About Uma Viagem Exótica

Em meados do ano passado, fui a Belo Horizonte para a comemoração dos 90 anos de minha tia, uma linda festa. Lá, minha prima Maria Celia perguntou-me se eu queria ir para a Rússia. Como assim? Diante de minha perplexidade, explicou-me que ela, mais uma prima e algumas amigas estavam organizando uma excursão de navio pelo rio Volga, saindo de Moscou para São Petersburgo, parando em todas as cidadezinhas e aldeias típicas à margem do rio. Fiquei fascinada, que belo passeio e imediatamente interessei-me. Para encurtar, embarcamos, via KLM, em maio para Amsterdã e de lá para Moscou, onde pegaremos o navio fluvial que navegará pelo Rio Volga e alguns lagos até São Petersburgo.
Segundo vi em fotos na agência de turismo, o barco assemelha-se aos que navegam pelo rio Amazonas, aqui no Brasil, possui cabines relativamente confortáveis, todas com janelas para os decks externos, refeições completas e as comodidades de um pequeno navio. Inicia a navegação pelo canal Moscou-Volga, possivelmente para subir o rio, o que para mim é uma novidade. Não sei o que é passar por eclusa (penso que seja uma eclusa), nunca fui a Barra Bonita onde elas existem na navegação do rio Tietê. Após a aldeia de Mândrogui, o barco segue pelo rio Svir até o lago Ládoga, o maior da Europa e em seguida pelo rio Nevá até São Petersburgo. Enfim, tudo é novo em um país bastante exótico, onde se fala uma língua ininteligível e onde vive um povo que é um mistério para nós brasileiros. No próximo post, darei alguns detalhes das cidades russas por onde passaremos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Novo modismo em compras

Bem, depois de um longo e prazeiroso descanso, volto à luta e encontro meus e-mails entupidos com ofertas, algumas mirabolantes, dos chamados clubes de compra coletiva. Até um ano atrás, ninguém "neste país" sequer tinha idéia do que poderia ser um clube de compra, até que em março de 2010, um corajoso empreendedor, do qual não sei o nome, lançou na internet o Peixe Urbano, o primeiro daqueles clubes, a princípio, despertando alguma desconfiança como tudo de novo que é lançado no Brasil. Paulatinamente foi ganhando adeptos e clientes, através de uma bem feita campanha de marketing. E tornou-se em menos de um ano, uma potência, com centenas de ofertas vendidas coletivamente. Na esteira do Peixe Urbano, surgiram no correr do ano passado inúmeros outros sites, tais como Bananarama, Groupon (multinacional de compra coletiva e maior do mundo), Ofertaprime, ClickOn, Groupalia, Jacarevoador e muitos e muitos outros.
Mas o que é um clube de compra coletiva? Anunciam-se, nesses sites, em geral serviços com até 80% de desconto nos preços originais: refeições em bons restaurantes, massagens redutoras ou relaxantes,  limpeza de pele, serviços de cabelereiro, day spa, diárias em hotéis e pousadas, e outros. Essas ofertas ficam no ar por um determinado número de horas e devem ser adquiridas por um determinado número de pessoas, para serem ativadas. Após o período, são substituídas por outras e assim sucessivamente. Se a oferta adquirida não atingir o número mínimo de compradores, naquele período, o site compromete-se a devolver o valor pago ao adquirente. Mas isso em geral não ocorre porque quase todas as ofertas ultrapassam o número mínimo de compradores porque o preço é compensador. Eu já comprei e já usei um voucher no Restaurante Quattrino dos Jardins, muito bem atendida e sem qualquer problema. Idéia criativa de um empreeendedor corajoso que deu certo. Parabéns.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

About Retorno dos Direitos Fundamentais

Tudo como dantes no quartel de abrantes. Ontem à noite, o Supremo Tribunal Federal mudou seu entendimento sobre a possibilidade de quebra de sigilo bancário pelo Fisco, sem autorização judicial, no julgamento do mesmo recurso extraordinário.
Em novembro passado, ao analisar pedido de liminar, os ministros entenderam, por maioria, que o Fisco não precisava de autorização judicial para quebrar sigilo bancário de uma determinada empresa. Essa decisão, absurda, foi abordada por mim, no post "About Perda de Direitos Fundamentais". Pois bem, ontem, no julgamento do mérito desse mesmo recurso extraordinário, por cinco a quatro, os senhores ministros entenderam que o Fisco necessita sim de autorização judicial para quebrar sigilo bancário da empresa. O mais surpreendente, Joaquim Barbosa não participou desse julgamento e Gilmar Mendes mudou o seu voto para concordar com o relator Marco Aurélio Melo de que a vida em sociedade pressupõe segurança e estabilidade. Como garantia, é preciso respeitar a inviolabilidade das informações do cidadão.
Ufa, ainda bem que tudo retornou aos próprios eixos. E que deles não saiam, assim esperamos, nem em futuro remoto...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

About COP 16

Terminou na semana passada a COP 16, Conferência da ONU para Mudanças Climáticas, realizada em Cancun, no México. No resultado, em resumo, houve pontos positivos e outros bem negativos. Como positivo, ressaltamos a criação do Fundo Verde para o Clima, com aportes, inicialmente de cerca de 30 bilhões de dólares, chegando a 100 bilhões de dólares anuais até 2020, para ajudar países pobres e em desenvolvimento a lidar com as mudanças climáticas. O Brasil certamente não receberá nada deste fundo, porque não é mais considerado pobre, muito pelo contrário, deve entrar no rol dos financiadores do Fundo. Ainda como positivo, está o comprometimento, não oficial é verdade, de continuar com as metas do Protocolo de Kyotto, após 2012 quando ele expirará, por parte de países importantes, tais como Japão, Alemanha, Canadá, França, etc.
Como pontos negativos, ressaltamos o principal - a ausência e a falta de comprometimento com alguma meta, por menor que seja, por parte dos dois países mais poluidores do mundo: Estados Unidos e China. Com efeito, sem a colaboração desses dois países, muito pouco se alcançará nos próximos anos em termos de cuidados com o clima. E ainda como ponto negativo, o desacordo em torno da prorrogação, após 2012, do Protocolo de Kyotto, documento oficial de redução de emissões, com metas para aqueles países que a ele aderiram.
Enfim, o balanço não deixa de ser positivo, principalmente em virtude da criação do Fundo Verde. O Brasil já é contemplado com os recursos do Fundo para a Preservação da Amazônia, vindos principalmente da Noruega e que podem chegar a cerca de 1 bilhão de dólares anuais. Esperemos que tais recursos sejam bem empregados e não se percam nos meandros da corrupção e da burocracia burra.