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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Moscou - Segundo Dia

Ufa, o primeiro dia foi tão intenso que parecia estarmos em Moscou há muitos dias. Mas foi só um, muito bem aproveitado. O segundo dia, pela manhã, foi livre e saímos bem cedo do barco em direção à Praça Vermelha. Eu queria olhar as lojas e fazer umas comprinhas. Celia estava louca para visitar o mausoléu de Lenin. Tentaria de novo.
Quando lá chegamos, nos separamos e cada uma seguiu sua direção. Em Moscou há vários shoppings centers subterrâneos, muito provavelmente por causa do frio insuportável. Por baixo da Praça Vemelha, há um deles com mais de tres andares subterrâneos - só andei por dois, não deu tempo de ver mais. Era tão imenso que chegou uma hora em que pensei estar perdida, não sabia por onde havia entrado. Parei, respirei profundamente e tentei me localizar. Pedir informação, sem chance. O pessoal só fala russo. Nas lojas, quando vc pergunta "do you speak english?", todas as vendedoras saem correndo para chamar a única que fala "a little" - mas muito "little" mesmo. Apesar da dificuldade de comunicação, consegui comprar algumas "cositas" interessantes e baratas. A seguir, a foto de um café nesse shopping. Vejam que delícia é o alfabeto russo para nossa compreensão e reparem na bela escultura à frente do café. Ha diversas esculturas e lindos lustres espalhados por todo o espaço.


No horário marcado pela guia, nos encontramos em frente à Praça para voltar ao navio, que sairia proximamente. Celia estava triste, o mausoléu de Lenin continuava fechado para visita. Ela até tentou entrar mas topou com os olhares ferozes dos guardas. Desistiu. Mas em compensação, comprou lindos objetos artesanais numa feirinha ali perto. Miniaturas de ovos Fabergé, matriochkas, recipientes para vodka com emblemas do tempo soviético e outros. Tudo bem barato.
Durante o almoço, o navio saiu, navegando por um canal estreito e passando por esplêndidas residências localizadas de ambos os lados do rio, as famosas "dachas", casas de campo dos russos endinheirados. Fomos ao deck superior para apreciar a paisagem, uma vez que o dia estava belíssimo, com sol e céu azul, apesar de um pouco frio.


Mais à tarde, no mesmo deck, o capitão do navio e toda a tripulação nos foram formalmente apresentados, com um brinde de champagne e um pequeno show folclórico. No dia seguinte, pela manhã haveria um treino de salvamento, antes de chegarmos à primeira cidade a ser visitada, Uglich.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Impactante Praça Vermelha

Tudo é vermelho na Rússia, mesmo antes do regime soviético. A cor vermelha, segundo me lembro, está relacionada ao sucesso, à vitória, à hegemonia. A praça é vermelha, a bandeira soviética era vermelha, o exército soviético era o exército vermelho e até hoje a bandeira russa é branca, vermelha e azul.
Pois bem. A Praça Vermelha é algo difícil de descrever de tão grandiosa que é. Logo na entrada, ao lado do portal, cuja foto está no post anterior, há um enorme edifício vermelho que abriga o Museu Histórico. Magnífico.



Do lado esquerdo de quem entra, encontramos uma pequena igreja ortodoxa, um primor, por fora e por dentro. A seguir, uma enorme e linda construção de época que abriga um shopping center de luxo, com inúmeras grifes francesas, inglesas, americanas e outras. À direita, saindo do lado do Museu Histórico, está a grande muralha do Kremlin, fortaleza em russo, também vermelha. Caminhando um pouco ao longo da muralha, nos deparamos com o mausoléu de Vladimir Lenin, uma grande construção em mármore negro, meio em forma de pirâmide. Celia, como já disse, uma idealista e aguerrida ativista de esquerda, ficou emocionada. Queria visitar o túmulo a qualquer preço, mas justo nesse dia, ele estava fechado à visitação porque dois dias antes, em 9/5, houvera a comemoração da vitória na 2a. Guerra Mundial com desfile militar e homenagens no túmulo. Ficou muito frustrada, mas tentaria no dia seguinte.
Lenin, um dos grandes líderes da revolução bolchevique de 1917, está embalsamado nesse mausoléu e segundo nossa guia Julia, existe um staff próprio para cuidar do túmulo e dele, pois suas unhas crescem e devem cortadas, sua barba e cabelo também crescem e devem ser aparados. Despesas substanciais e cuidados com um morto enquanto milhares de vivos passam necessidade, diz nossa irônica guia Julia. Pelo que pude perceber, os jovens russos desaprovam tais vultosas despesas.
Por fim ao fundo da enorme praça, encontramos a catedral ortodoxa de São Basílio, toda colorida e maravilhosa.


Passamos grande parte da manhã na Praça Vermelha, explorando seus recantos. Perto da hora do almoço os guias reuniram os grupos para prosseguir no tour. Quase perdemos a nossa, Julia, que saira a jato - os russos são pontualíssimos e muito apressadinhos - enquanto estávamos no shopping à procura da toilette. Graças a Anastasía, aquela que nos fora esperar no aeroporto e que ficou conosco o tempo todo, conseguimos encontrar o resto do grupo e o ônibus. Prosseguindo no tour, passamos pela principal universidade pública de Moscou, cujo prédio principal era muito lindo. Em frente à universidade, paramos num mirante, com visão de boa parte da cidade e muitos camelôs, inclusive chineses falando russo e vendendo souvenirs. Eles estão por toda a parte.
Chegara a hora do almoço que, segundo a irônica Julia, aconteceria em um restaurante "tipicamente russo", o Hard Rock Cafe, almoço por sinal de péssima qualidade. Mas em compensação, o lugar ficava em calçadão - a Rua Arbat - pelo qual caminhamos bastante, com vários cafés e restaurantes, alguns típicos em toda a extensão. Uma graça. Pelo que soube, a região tem agitada vida noturna. Ferve à noite.
Agora, chegara a vez de visitar o Kremlin, capítulo à parte.





domingo, 12 de junho de 2011

Moscou - Primeiro Dia

O despertar ocorreu às 6.30h - tínhamos dormido pouco mais de uma hora - com passarinhos cantando e uma musiquinha suave. Cute. Após o café, fomos procurar nosso ônibus para sairmos em citytour. Lá fora havia uns dez ônibus, cada um com  lista de passageiros e um guia.
Um parêntese. A composição do navio era de cerca de 80% de brasileiros. Os outros 20% estavam divididos entre franceses, espanhois e dinamarqueses. Portanto, havia vários guias falando português, até muito bem, uma falando francês, outra espanhol e outra inglês.
Localizado nosso ônibus com a guia Julia, partimos para o centro da cidade, longe e com um trânsito caótico. No percurso Julia foi discorrendo sobre os estilos de construção, principalmente dos grandes prédios residenciais, todos de cor cinza, marron ou mais escuro, absolutamente iguais, com muitos apartamentos. Esse era o padrão vigorante no regime comunista, quase todos da época de Stalin, muito bem construídos, com unidades grandes e confortáveis, mas sem qualquer estilo arquitetônico. Raramente se via uma construção mais moderna, com vidros e cores, como temos por aqui. Assim as construções em Moscou são muito escuras e feias. A princípio, meio desanimador, apesar do dia radioso de sol e cêu azul, coisa rara por lá, segundo os guias. Até que, após mais de uma hora de percurso o ônibus nos deixou numa avenida próxima à praça Vermelha, em frente ao Teatro Bolschoi. É claro que tirei muitas fotos do teatro, lembrança dos meus velhos tempos de ballet. Como só tínhamos um dia e meio em Moscou e muita coisa para ver, não pudemos visitar o teatro. Que pena.


Justamente no passeio em que descemos do ônibus, em frente ao teatro nos deparamos com uma enorme escultura, em meio a um jardim florido, de Karl Marx, o grande ideólogo do sistema político que vigorou na União Soviética de 1917 ao final da década de 80. É claro que tiramos fotos. Celia, idealista e aguerrida ativista de esquerda, estava empolgada.
Fomos caminhando com a guia à nossa frente pelo jardim até chegarmos à entrada da famosa Praça Vermelha, que merece um capítulo à parte. Eis o portal de entrada.